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Deixem-me então sonhar

Está cumprida a 4ª. semana

dos requisitados tratamentos

a esperança que deles emana

é pois o meu convencimento


De que não vai ser necessária

a intervenção cirúrgica

do tumor que me atrapalha

vou continuar a ouvir musica


Sua remoção vai acontecer

por força dos tratamentos

e da vontade de eu querer

viver muitos bons momentos


É pois minha convicção

isto que vai acontecer

a esperança na remoção

deste tumor que hei-de vencer


Pode não passar dum sonho

mas a vontade não esmorece

perante este monstro medonho

que tão cedo não se esquece

Neste País do regabofe

os gestores públicos enriquecem

mesmo com prejuízos no cofre

eles próprios se favorecem


Compram carros topo de gama

que custam muitos milhões

dormem tranquilos na cama

esta cambada de figurões


Gerem mal essas empresas

para as quais são escolhidos

comem bem às suas mesas

com cartão de crédito distribuido


Ganham de várias maneiras

sem nada o justificar

mesmo fazendo asneiras

não param de arrecadar


Vários tipos de benefícios

deste o carro ao vencimento

não conhecem sacrifícios

nunca em qualquer momento


E com toda a desfaçatez

ainda se permitem negar

as conclusões que o TC fez

depois das contas fiscalizar


Argumentam que a auditoria

feita por quem eles contraram

a sua conclusão contraria

a que os relatores do TC chegaram


Triste sina é a nossa

de continuarmos a ver

quem o seu pecúlio engrossa

sem sequer o  merecer

E nesta altura são inúmeros os que estão com a corda na garganta. Se é certo que na última década as políticas de governação foram absolutamente catastróficas o que levaram ao individamento não só das famílias como do próprio Estado, muitas das vítimas são culpadas da sua situação económica para a qual só eles próprios contribuiram. Com excepção daqueles trabalhadores e são uns largos milhares que de repente se viram sem emprego porque a unidade fabril invocando falência encerrou a actividade, outros portugueses há e são muitos que continuam com o seu emprego mas estão com enormes dificuldades económicas. E se atentarmos nalguns que até possuem um rendimento mensal acima da média só podemos concluir que foram ingenuamente enganados pelo facilitismo que lhes foi proporcinado pela banca através da concessão de cartões de crédito. E não é de hoje já há bastantes anos que vou constatando isto quando vou às compras a uma grande superfície. O cliente que se encontra na caixa para efectuar o pagamento dos produtos que adquiriu e transporta no respectivo carrinho de compras a abarrotar de produtos e puxa da carteira, são exibidos vários cartões de crédito que vai um por um entregando à operadora da caixa que o vai informando que aquele já não permite a operação. E por vezes só ao 3º. ou ao 4º. cartão exibido é que lá consegue realizar o pagamento das compras assinando o respectivo talão.  Claro está que a Banca não existe para nos facilitar a vida mas sim para nos prejudicar. Pessoalmente nunca embarquei nessas ofertas de cartões de crédito e embora tenha recebido vários na respectiva caixa do correio, destruiu-os sempre não aderindo nunca a qualquer uma deste tipo de ofertas.

Também faço parte do universo daqueles que trabalham por conta de outrém e que o único rendimento de que disponho é exactamente proveniente disso. O único apartamento que possuo e que está praticamente a liquidado através de emprestimo bancário, foi adquirido usado e na altura em que dois filhos de tenra idade viviam a expensas dos pais apenas um dispunha de quarto visto tratar-se de um apartamento de 3 assoalhadas e o mais novo dormiu sempre numa sala, não teve esse privilégio com pena minha. Hoje passados que foram 32, já sobra uma divisão. É certo que tive exactamente a mesma possibilidade que tiveram várias pessoas que conheço de dar um quarto a cada filho se para isso tivesse mudado de residência mais do que uma vez. Como se sabe a especulação imobiliária registou um significativo aumento a partir dos anos 80 e todos quantos resolveram optar por comprar habitação consentânea com as necessidades do seu agredado familiar viram as suas prestações crescerem exponencialmente. Do meu ponto de vista isso deveu-se não a políticas governamentais mas a más gestões dos orçamentos familiares. Mas muita gente não se ficou por aqui. Ao mudar de habitação e quando os preços dispararam significativamente em vez de pedir apenas o empréstimo para pagá-la, pediram um valor superior e com ele compraram automóvel novo, aumentando assim o encargo da prestação. E o resultado é aquele que todos sabemos. Muita gente está em graves dificuldades económicas mas devem essa responsabilidade a si próprios porque embora mantenham o seu rendimento mensal fruto do posto de trabalho que nunca esteve em causa nem em risco, meteram-se em cavalarias altas a fazerem uma vida para a qual nunca tiveram condições económicas para o fazer, mas vêm agora queixar-se. Como anteriormente refiro os únicos portugueses que me merecem reflectir profundamente sobre as suas dificuldades resultantes da perda do seu emprego e nalguns casos o próprio casal que trabalhava na mesma unidade fabril e de repente se viram privados de qualquer fonte de rendimento, a minha total solidariedade para com o seu drama. Todos aqueles que nunca se viram privados das suas fontes de rendimento mas que viveram durante vários anos acima das suas possibilidades iludidos pelos cartões de crédito que transportam na sua carteira, merecem-me pena pela sua irresponsabilidade em criarem uma falsa ilusão a terceiros das suas possibilidades. E não é com esses que o Governo se deve preocupar é com aqueles que perderam completamente as suas fontes de rendimento por perda de emprego.

A nossa situação económica é aquela que todos nós sabemos. Estamos endividados face ao exterior e de acordo com a afirmação da líder da oposição no montante do nosso PIB. Mesmo assim o governo através do respectivo Ministro das Finanças permite-se numa atitude de provocação aos cidadãos portugueses anunciar que vai ser perdoada a dívida de Moçambique e São Tomé e Principe. Ora é sabido que Portugal tendo sido o último país a descolonizar não só foi aquele que pior descolonização fez como sequer salvaguardou os interesses dos bens que os colonos lá deixaram. Á parte disso ficaram as ex-colónias com elevadas dívidas para com Portugal que nunca foram pagas, embora no caso de S. Tomé a Principe este país disponha de recursos face ao petróleo que está a explorar na sua costa. Portugal investiu milhões de contos na construção de Cabora-Bassa e graças à estupidez do líder da Renamo que destruiu toda a rêde de distribuição eléctrica à África de Sul, acabou por inviabilizar a sua rentabilidade porque entretanto os sul-africanos foram obrigados arranjar soluções alternativas ao abastecimento energético que deixou de ser possível ser assegurado a partir deste investimento vultuoso numa das maiores barragens hidro-eléctricas  existentes em África. Ou seja os próprios moçambicanos, neste caso afectos à Renamo destruiram uma excelente fonte de rendimento que seria o abastecimento de energia eléctrica à Africa do Sul, através da barragem de Cabora-Bassa e o governo português entende que devemos ser todos nós a continuar a suportar os disparates cometidos pelos países que ascenderam à independência e cujos governantes não os sabem gerir. Da minha parte contesto viementemente estes perdões de dívida que não têm nenhuma razão de acontecer.

Num país onde o peixe graúdo continua a escapar à malhas da justiça ainda que a comunicação social faça muito ruído de fundo, mas a sua impunidade é uma constante o que lhes serve de estimulo para continuarem a praticar actos ilícitos os quais sempre dificilmente, ou porque as investigações são mal conduzidas ou porque a matéria recolhida não é suficientemente convincente para um magistrado judicial o constituir arguido, claro está que a raia miúda que é apanhada pelas malhas da justiça vai obviamente tendo oportunidade para o fazer a continuar a insultar e as esbofetear juízes que os condenam pela convicção de que eles são os únicos praticantes de actos ilícitos, porque os Pintos da Costa, os Valentins Loureiros, os Isaltinos, os Ferreira Torres etc. etc.,  estão sempre protegidos pela justiça portuguesa, uma vez que o apuramento das suas responsabilidades é demonstrativo a sua total ineficácia.

Mas vai continuar a ser através dos blogues que se vão conhecer notícias reais deste país as quais raramente chegam ao conhecimento da comunicação social. Por exemplo hoje foi-me contado por uma colega que sua filha mais velha a viver numa povoação próxima de Beja, foi no domingo passado, mais propriamente no dia 22 deste mês acometida de doença súbita com temperatura superior a 40º. graus. Foi transportada para o Hospital de Beja e aí sendo consultada por um médico espanhol que se encontrava de serviço no respectivo banco, foi, depois de terem sido efectuados vários exames e do seu resultado constar ter a febre da carraça e como se isso não bastasse estar também com brucelose, medicada com um anti-inflamatório e mandada para casa, onde continuando em estado de sofrimento e febril, apelou à mãe para a ajudar. Sua mãe mandou-a vir para Lisboa e quando esta chegou marcou de imediato uma consulta numa clínica privada a fim da filha ser observada e convenientemente medicada. Assim aconteceu sexta-feira de tarde depois da filha ter chegado do Alentejo levou-a à clínica onde o médico baseado nos exames que tinha realizado no Hospital de Beja, a medicou com um anbiótico específico para o tratamento da febre da carraça e brucelose informando a doente que quando regressasse ao Hospital dissesse “ao animal” que a observou que se ela continuasse a fazer a medicação ou seja a tomar o anti-inflamatório por mais 8 dias poderia ir desta para a melhor. Sem dúvida que isto é um facto digno de ser relatado porque não é de certo este tipo de SNS que a população do interior pretende que exista. Sim porque se esta jovem mãe de dois filhinhos de tenra idade não tem pedido socorro à mãe e não tivesse sido devidamente observada, muito provavelmente daqui a mais oito dias estariam a fazer-lhe o funeral. Recentemente foi noticiado que os médicos espanhóis estão a regressar ao seu País. Face a este episódio revelador duma completa incompetência do médico espanhol que atendeu na urgência do Hospital de Beja a Margarida (guidinha para a sua mãe) e lhe receitou face a duas graves infecções um anti-inflamatório para as combater, dizia, com esta má qualidade profissional podem voltar todos à sua terra de origem porque aqui não nos fazem falta

É certo que não é alheio a este fenómeno o facto de estarmos em época estival e muitos dos possíveis participantes estão mais interessados em rumarem para destinos paradisíacos, sim porque alguns até têm meios para o fazer a fim de passarem as suas merecidas férias, porque este ano em matéria de manifestações elas já foram mais que muitas e parecendo que não, percorrer a pé as avenidas de estandartes na mão a chamarem mentiroso e aldrabão ao 1º. Ministro, isso francamente cansa. Por isso fica aqui um conselho ao Carvalho da Silva e ao seu dirigente político Jerónimo de Sousa, suspendam por agora o calendário de manifestações que já estão agendadas porque assim ficam muito mal vistos face à fraca participação de manifestantes, que conseguem arranjar. Organizem-nas a partir de Outubro e de preferência em dias úteis porque os que pertencem à função pública pelo menos ganham o dia mesmo que participem na manifestação.

Temos pois que perceber

porque temem os magistrados

pois isto pode acontecer

praticado por cadastrados


Na maioria dos crimes

que são então praticados

ficam impunes seus autores

vão para casa encantados


Reagem pois alguns autores

praticantes da deliquência

mas então senhores doutores

vão optar pela sua inocência


Para assim então evitar

correr o risco de ser agredidos

ter um agente para os policiar

evitando que sejam ofendidos

Este momento que vivo

afectado por uma doença

qualquer conhecido ou amigo

tem-me desejado que a vença


Muita força me é dada

neste meu dia a dia

gente que está  preocupada

e nunca tal imaginaria


Os tratamentos decorrem

cumpriram-se já 3 semanas

as dietas que se consomem

dão-nos pois muitas ganas


São pois insuportáveis

para quem não estava habituado

quem já fez está em vantagens

de aguentar com este fado


A coragem não nos falta

para vencer esta doença

que ela vá para o raio que a parta

por convicção e muita crença


Não me poupo a esforços

consigo tudo suportar

os ânimos são os reforços

para a doença debelar

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